terça-feira, 29 de abril de 2008

O retorno do STP


Os integrantes do Stone Temple Pilots retomaram a banda. No dia 7 de abril foi anunciada uma mega-turnê por 65 cidades norte-americanas, que começará no dia 17 de maio. No dia, os integrantes fizeram uma pequena apresentação de 30 minutos para um público seleto, na Houdini House, em Los Angeles. A banda reviveu os anos 90 com o repertório, que incluía “Wicked Garden”, “Plush”, “Big Empty” e “Vasoline”.


A banda, composta por Scott Weiland (vocais), Robert DeLeo (baixo), Eric Kretz (bateria) e Dean DeLeo (guitarra) foi importantíssima na década de 90. Seu CD de estréia, “Core”, vendeu mais de 7 milhões de cópias no mundo inteiro. De 92 até 2003, onde a banda se separou, foram gravados 7 discos, todos obtendo grande sucesso nas paradas do mundo inteiro.


Durante os cinco anos de hiato, todos do quarteto partiram em carreira solo, sendo que o vocalista Scott Weiland foi o que mais se destacou, com a banda Velvet Revolver, que é composta por ex-integrantes do Guns n’ Roses. Seus companheiros - Slash, Duff McKagan, Dave Kushner e Matt Sorum - resolveram expulsá-lo devido ao seu difícil temperamento e comportamento.


O vocalista tem problemas com drogas desde o início da sua carreira. Weiland já se internou em clínicas de reabilitação e foi preso inúmeras vezes por posse de substâncias ilegais, o que contribuiu para a separação do STP também.



Are You Experienced?


Sinto falta de performances originais nos palcos hoje em dia. Então resolvi apelar e relembrar um dos músicos mais originais quando o assunto é apresentações únicas. Falo de Jimi Hendrix meus amigos. O guitarrista marcou o mundo da música com incomparável qualidade artística e muito fogo, se é que vocês me entendem.

Falar de Jimi Hendrix dá muito pano pra manga, e eu poderia me estender por várias linhas. Escolhi então um disco que vale mais do que apena ouvir. Are You Experienced? foi lançado no ínicio de 1967 e foi o álbum de estréia da banda The Jimi Hedrix Experience. Esse trabalho nos mostra um Jimi Hendrix exatamente igual àquele músico excepcional que nos acostumamos a apreciar, marcado pela psicodelia e pelo inconfundível som distorcido de sua guitarra.

O álbum é sensacional. Simplesmente um dos melhores disco já lançados por um artísta. Fez muito sucesso disputando o número 1 das paradas com Os Beatles, que na época estouravam com o igualmente fantástico Sgt Peppers Lonely Heart Club Band. Essa obra prima de Hendrix foi eleita como o quinto albúm mais importante da era do rock pela VH1 em 2001, além de estar em décimo quinto lugar na lista da revista Rolling Stones na categoria 500 Greatest Albums Of All Time. O disco foi lançado no Reino Unido e posteriormente nos Estados Unidos, virando uma verdadeira sensação.


Todos precisam ouvir esse trabalho. O disco traz canções clássicas como Fox Lady, Hey Joe e Purple Haze, três das músicas mais apreciadas pelo público. O único ponto negativo é a exclusão na versão americana da canção Red House, um blues retirado pela produtora do álbum.


Bom vamos ao que realmente interessa. Postei a interpretação de Jimi Hendrix da música Purple Haze. E dá-lhe Hendrix !!!


MONARQUIA: O retorno do príncipe



Contemporâneo de figuras como Caetano Veloso e Chico Buarque, Ronnie Von era galã. Ele era mauricinho, amado pelas garotas, invejado pelos rapazes.E, para dizer a verdade, ele convencia mais como galã do que como músico. Recebeu, de Hebe Camargo, o apelido de Pequeno Príncipe. Agora, experiente não tem problemas com a alcunha, mas à época..."Aquilo me incomodava profundamente, mas acabei me acostumando com essa história de ser chamado assim, mas internamente a coisa era de uma rejeição brutal", desabafa o artista.


Jovem Guarda


Para ele esse movimento representou "uma revolução, uma modificação do comportamento social do mundo inteiro e a revolução sempre implica sangue, só que nesse caso não houve isso, foi uma revolução que mudou o comportamento do mundo inteiro, apenas com música"

É muito comum Ronnie Von ser enquadrado na turma do "iê-iê-iê", entretanto o cantor esclarece essa questão: "Eu nunca fiz parte da Jovem Guarda até porque eu era proibido de pisar no palco do programa Jovem Guarda. Segundo ele, era visto como um concorrente forte de Roberto Carlos e a TV queria boicotar seu sucesso. E para evidenciar essa rixa, afirma que a relação entre o Rei e o Príncipe era péssima.

Em 1966, o Príncipe assinou com a Record para apresentar o "Pequeno Mundo de Ronnie Von", programa que ajudou a apresentar ao grande público Os Mutantes, Jerry Adriani, o pessoal da Tropicália entre outros. Acredita que fora contratado para ser esquecido, para ficar em segundo plano, pois ele nem tinha uma grande equipe, um casting. As atrações que apareciam em seu programa, não iriam jamais ao Jovem Guarda, segundo o galã.


"Revolusongs": Psicodelia


Em 1968, Ronnie Von se cansou desse rótulo de galã, que conquistara com apenas dois LP's, e resolveu inovar. Com a ajuda do produtor e compositor Arnaldo Saccomani (atual jurado do programa "Ídolos", do SBT), saiu do estúdio com um disco considerado um "escândalo" para os padrões da época.

Lançou três álbuns experimentais, considerados os precursores da psicodelia nacional: Ronnie Von (1968), A Misteriosa Luta do Reino de Parassempre Contra o Império de Nuncamais (1969) e A Máquina do Tempo (1970). O artista abandonou seu lado pequeno príncipe e investiu pesado no rock psicodélico: "Os únicos discos que fiz da minha cabeça, que eram uma coisa mais experimental, mais psicodélica, underground, quase eletrônica, foram grandes fracassos de venda e quase acabaram com minha carreira", declara ironicamente.

Hoje, colhe os frutos de um trabalho rejeitado pelo público na época da Jovem Guarda, graças ao lançamento de um box de canções que o próprio cantor definiu como vanguarda demais para a época: "Se tivesse sido lançado hoje, talvez o álbum não fosse um fracasso monumental. Sou um homem de 10 milhões de cópias vendidas, mas na época vendi apenas 40 mil". O fracasso do álbum do ano de 1969 é atribuído à forte influência da música norte-americana e, em especial, dos Beatles e sua obra Sgt. Pepper's. Antes fracasso, agora cult, Ronnie conta que um amigo chegou a comprar a coletânea em Tóquio por cerca de 1.800 dólares.

Abaixo um presente para quem aprecia o trabalho desse ícone da música brasileira. O nosso príncipe cantando a volta em um programa de TV exibido em 1967. Até ...

MUCHO MACHO!


A estréia de João Brasil nas telinhas foi em abril de 2007 na MTV, no programa MUCHO MACHO apresentado por Marcos Mion. A atração é uma tentativa de comédia machista, que exalta os costumes masculinos. Suas aparições eram bizarras: sempre aparecia vestido com um roupão e isso se tornou comum em suas apresentações

Com uma campanha do programa do Mion, intitulada "FAÇA UMA BARANGA FELIZ", apareceu com destaque o primeiro sucesso de João Brasil, o hit "Baranga". O músico apesar de seu humor escrachado tem uma boa formação. Ele é graduado na famosa Barklee College of Music, nos EUA.

A aparição mais recente do músico foi no "Domingão do Faustão", no quadro "Pistolão". Sua madrinha foi a atriz Maria Flor, que conheceu o músico por intermédio de seu namorado.

Além do hit "Baranga" que abre o disco, outras composições ganham destaque na produçã:"Mamãe, Virei Capitalista" ou "Cobrinha Fanfarrona", reunidas em seu álbum de estréia.

Um aspecto interessante de sua obra é que o próprio João Brasil é quem produz, mixa e edita suas canções. E com notável destaque, surgiu o convite de uma gravadora, no início desse ano, para distribuição do disco.

Agora vejam o hit que puxa o disco, em apresentação no programa de Fausto Silva!

Pra quem bate e pra quem chora

Os ingressos promocionais para a primeira edição do Maquinaria Rock Fest já começaram a ser vendidos. O festival traz bandas de Heavy Metal, Rock e Hardcore de todo o mundo e vai acontecer nos dias 17 e 18 de maio no Espaço das Américas, na Barra Funda, em São Paulo.
Dentre as princpais atrações estão as americanas Misfits, MxPx e Suicidal Tendencies, além dos brasileiros do Sepultura e os headbangers do Massacration.
O evento está separado por "estilos": no primeiro dia (17/5) estão concentradas as bandas mais pesadas e mais antigas (Sucidal Tendencies, Sepultura, Misfits, Ratos de Porão, por exemplo) e menores de 18 anos não podem acompanhar o show.
No dia 18/5, a censura é para menores de 16 anos, e estão as bandas de hardcores e as mais novas (MxPx, Dance of Days, Envydust, por exemplo).
A apresentação do festival fica por conta da lendária atriz pornô americana Jasmine St. Claire.

Atrações:

Dia 17/5

Biohazard (USA)
Suicidal Tendencies (USA)
Sepultura (Brasil)
Misfits (USA)
Tristania (Noruega)
Ratos de Porão (SP)
Matanza (RJ)
Muscaria (Equador)
Korzus (SP)
Motorocker (PR)
Sayowa (RJ)
Embrioma (SP)
Threat (SP)
Child of Flames (PR)
Sun Turns Black (SP)

Dia 18/5

MXPX (USA)
Suicide City (USA)
Massacration (SP)
Forgotten Boys (SP)
Rock Rocket (SP)
Dance of Days (SP)
Envydust (SP)
Granada (SP)
Gloria (SP)
Fakenumber (SP)
Hevo 84 (PR)
Corbe (SP)
Lotus (SP)

Serviço:

Preço dos Ingressos:
Antecipado 1º Lote (Estudante ou ingresso promocional + 1 KG de alimento) = R$ 80,00
Antecipado 2º Lote (Estudante ou ingresso promocional + 1KG de alimento) = R$ 100,00
No dia do evento (Estudante ou ingresso promocional + KG de alimento) = R$ 120,00

Postos de venda de ingressos antecipados:

ALPHAVILLE (SP)
Newness Livros e Revistas: Av.Yojiro Takaoka, 4528 - lj 2, Santana do Parnaiba /SP
Horário de atendimento: todos os dias das 7h às 21h

CENTRO (Capital/SP)
Espaço Parlapatões: Praça Frankilin Roosevelt, 158, São Paulo /SPHorário de Atendimento: Terça, Quarta, Quinta, Sexta, Sábado, Domingo e Feriado das 16h às 22h

CERQUEIRA CÉSAR (Capital/SP)
Fnac Paulista - Av. Paulista, 901 - Cerqueira César, São Paulo /SP
Horário de Atendimento: Todos os dias das 10h às 20h

GUARULHOS
Fujji Turismo: Rua Tapajós, 33 C - Centro, Guarulhos /SPHorário de Atendimento: Segunda a Sexta das 9h às 18h30, Sábado das 10h às 14hFormas de Pagamento: Credicard, Diners, Dinheiro, Mastercard, Redeshop, Visa e Visa Electron

ITAQUERA (Capital/SP)
Papelaria Ética Megastore: Rua Fontoura Xavier, 586, São Paulo /SP
Horário de Atendimento: Segunda a Sexta das 9h às 18h, Sábado das 9h30 às 14h

JARDIM PAULISTA (Capital/SP)
Terranobre Turismo: Alameda Lorena, 521 - Jardim Paulista, São Paulo /SPHorário de Atendimento: Segunda a Sexta das 13h às 19h

PINHEIROS (Capital/SP)
Fnac Pinheiros: Praça dos Omaguás, 34 - Pinheiros, São Paulo /SPHorário de Atendimento: Todos os dias das 10h às 20h

SHOPPING IGUATEMI (Capital/SP)
Show Tickets: Av. Brig. Faria Lima, 2232. 3º Piso, Alameda de Serviços, São Paulo /SPHorário de Atendimento: Segunda a Sábado das 10h às 21h30, Domingo das 14h às 19h30 (* não abre em Feriados)

SHOPPING MORUMBI (Capital/SP)
Fnac Morumbi: Av. Roque Petrôni Jr. 1089 - Morumbi, São Paulo /SP
Horário de Atendimento: Segunda a Sábado das 10h às 21h, Feriado das 12h às 21h

VILA MARIANA (Capital/SP)
Digital Stadium: Rua Dr. Bacelar 1207 - Vila Mariana, São Paulo /SP
Horário de Atendimento: Segunda a Sexta das 9h às 21h30, Sábado das 14h às 20h30

Pela internet: www.ingressofacil.com
Call Center: (11) 4003-1212

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Pequeno adendo inútil

No meu último post, contei como descobri a banda Cabaret Voltaire. Isso foi na quarta-feira. Domingo estou eu no blog do Matias lendo a resenha do show do Young Gods (que aliás, foi PHODA) e ele cita Cabaret Voltaire. E aí ontem fui a uma peça de teatro e no programa estava escrito que o cara que compôs a trilha trabalhou com integrantes do Cabaret Voltaire. Creepy.

ps: aproveitando o embalo, no post passado falei pro povo ir ver a exposição que tá no SESC Pompéia, mas esqueci de dar o endereço de lá: Rua Clélia, 93. Fui.

domingo, 20 de abril de 2008

Pra Brasileiro Ver


Tudo começou em 1967, quando Gilberto Gil, à procura de uma banda para acompanhá-lo no 3o Festival da Música Popular Brasileira, procurou o grande maestro Rogério Duprat em busca de uma indicação. O maestro indicou uma jovem banda de São Paulo que tocava um estilo de música completamente diferente de tudo o que já se havia ouvido no circuito musical do Brasil. Essa banda era Os Mutantes.
O resultado da junção foi a apresentação da música Domingo no Parque, que tirou segundo lugar naquele festival. A performance impressionou até mesmo Duprat, que era conhecido por suas incursões experimentalistas muito além da vanguarda da época. Ele já tinha em mente o projeto de fazer um disco que misturasse a música pop que vinha sendo feita pelos Beatles e popularizada pela Jovem Guarda e misturá-la com ritmos brasileiros e pitadas de música clássica.
Viu na junção entre o swing de Gilberto Gil e as guitarras e sintetizadores dos Mutantes o seu projeto se tornando realidade. Nascia assim, em 1968, A Banda Tropicalista do Duprat, disco que era exatamente essa fusão, mas que não contou com os baianos que mais tarde consagrariam o movimento Tropicalista. O álbum foi composto por uma orquestra regida por Duprat tocando junto com os Mutantes interpretando composições brasileiras antigas e sucessos dos rapazes de Liverpool.
Na época, o LP foi considerado apenas uma releitura de canções importadas e foi encarado como uma forma de desvirtuar clássicos do cancioneiro popular, como Chiquita Bacana, ou Canção pra Inglês Ver, de Lamartine Babo, e logo foi tirado de catálogo.
Realmente, é um álbum em que não faltam releituras “anormais” e arranjos estranhíssimos para uma época em que a Bossa Nova tinha apenas 10 anos. O trabalho é baseado apenas em pegar músicas já existentes e arranjá-las de uma nova diferente; Instrumentos de orquestra preenchem a simplicidade do banquinho-e-violão, enquanto o rock n’ roll tupiniquim dos Mutantes entra com cara de “novidade”.
Tecnicamente falando, não é um disco de vanguarda, nem mesmo para a época, já que não foram usados recursos mirabolantes de estúdio, ou tempos cruzados e “tortos” durante a gravação. Todo o disco foi gravado em uma mesa de quatro canais e praticamente tudo é feito numa base quatro-por-quatro; nada mais direto. As distorções e os efeitos das guitarras (apesar de muito bem explorados) não são nenhuma novidade para um público que assiste Roberto Carlos e cia na TV.
Porém, em outra análise, o disco significou muito mais: enquanto o violão era o símbolo da música nacional, as guitarras elétricas com agudos estourados de Sergio Dias é que davam a tônica das músicas. Enquanto o samba e o chorinho eram a cara do Brasil, em A Banda... logo depois de um frevo completamente eletrificado entra uma música dos Beatles, cantada com o inglês paulistano de Arnaldo Baptista.
O mérito dos músicos da Bossa Nova de misturar o cool jazz da Califórnia com o samba da Bahia e o choro carioca, com esse disco foi levado a outras conseqüências. Se a música brasileira hoje é conhecida por agregar todos os estilos, muito dessa raiz híbrida está nesse projeto de Duprat, que tem como principal trunfo unir todos os estilos de música em uma coisa só.
A Banda Tropicalista do Duprat é um verdadeiro tratado, um manifesto. Não só por ter lançado os Mutantes e nem por ter fundado o movimento Tropicalista, mas por ter conseguido fazer música brasileira com muito mais do que um banquinho e um violão.


 
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